O Blog d'uma tal Bólinhas...

ístórias da minha vida. Casos Reais. Factos verídicos dos quais 99,(9)% são imaginários.

É verdade. Faz hoje um ano que sou vegetariana.
O balanço é positivo, apesar de tudo. Apesar de ter sido difícil a adaptação (não minha, mas da parte da minha família) ao facto de eu não comer carne nem peixe, lá se foram habituando (não tinham outra opção xD). Eu escolhi seguir as minhas convicções e acho que isso não é crime nenhum. Deixei de ser hipócrita. Ao achar que o que estava a fazer era injusto deixei de o fazer. Simples.
Estou muito bem, sinto-me muito bem.
Até te digo mais, a minha família (pelo menos a mais chegada) já não consome tanto os alimentos que eu não consumo, pelo contrário, até já gostam das minhas receitas.
Na verdade não custa nada, já lá vai um ano e eu nem dei por isso.

Esta data, na minha vida passou como se fosse um 15/05/93. Ou seja, foi-se sem ter acontecido nada para além de ter voltado à casa onde eu practicamente nasci e cresci, para além de o senhor que anda pelo metropolitano de Lisboa ter passado por mim (curiosamente no metropolitano de Lisboa) e ter proferido aquela já tão conhecida "reza": -Tenha a bondade de me auxiliar com uma esmolinha por favor, e até mesmo para além do facto de eu própria ter reparado que daqui a nada tenho 18 anos. 18 anos e vivi o quê? Nem sei, são tantos. Já não me lembro. Provavelmente é da PDA (Puta Da Idade para os leigos que certamente terão dúvidas a respeito desta sigla). Se não fossem estes pormenores, este dia teria sido como todos os outros, mas este foi diferente. Para não variar.

Já faz muuito tempo que não escrevo no meu blog. Sim, desde o dia 14 de Fevereiro que não aparece cá nada. Não morri, apesar de tudo. Podia estar neste momento a coçar os tomates, mas como não os tenho, estou a escrever no meu blog (uuh que piada).
Como já puderam reparar (para não variar) escrevo sem motivo aparente. O que vale é que o "motivo" flui à medida que vou escrevendo e vai espreitando a cada letra.
Para começar, se já tiveram o prazer (?) de vagabundear no meu blog, já repararam que o tema dos textos é: Amor, amor e num ou noutro lá uso o amor. Digamos que já chega de o tema ser deprimente de cada vez que me ponho a ler os Tesourinhos...
Enfim, hoje deu-me para mostrar a "simpatia" que tenho por estas Pessoas!
"Os homens que adaptam elementos da mulher denominam-se Drag Queens e as mulheres que adaptam elementos do homem denominam-se Drag Kings." Na minha mais sincera opinião, sincera mesmo, isto fascina-me.

Sem mais nada a acrescentar, deixo-vos uma campanha extremamente bem concebida, não só dirigida às Pessoas (!) acima referidas, como também a todas as "outras Pessoas" que não fazem parte dos grupos mencionados na mesma (as que têm o direito de ser tratadas como tal, as que realmente Respeitam o próximo). (link no gif/imagem)

Será que é tudo tão vazio como eu penso?
Depois de reflectir sobre a minha vida e o que me rodeia, reparo que tudo somado, subtraído, dividido, multiplicado ou ao quadrado, é nulo.
Nada dura para sempre. Nada é perfeito. Nada acontece como eu queria. Nada de nada.
Qual é o sentido da vida? Caminhamos todos no mesmo sentido, procuramos todos as mesmas coisas, temos todos os meus ideais e objectivos, mas no final não nos resta nada. Ou melhor, a única coisa que vai restar sou eu, eu e mais eu.
Dou por mim, a sentir-me mais sozinha que um cão abandonado. Sinto mais falta de ter alguém que diga que me ama como nunca antes ninguém amou ou vai amar, que me abrace como nunca ninguém fez igual, que me elogie com palavras que nunca ouvi, que sorria para mim com o sorriso mais intenso, que grite para todos ouvirem que sou eu a escolhida, do que de qualquer outra coisa no mundo.
As pessoas vão e vêm, ninguém permanece comigo. Ou secalhar até ficam... Aqueles que são verdadeiros e que nutrem por mim o Amor Verdadeiro. Mas enquanto não encontrar ninguém assim, ou pelo menos enquanto estiver iludida de que encontrei, sofro mais e mais a cada sol que nasce.
Depositei em ti tantas energias, tanto amor, tanta amizade acima de tudo... Não foi em vão, nada acontece em vão... Não me arrependo de nada do que disse, fiz ou senti. Fez parte da minha vida, foram mais uns trambolhões construtivos que dei.
Não guardo rancor, continuo a gostar de ti desde a Lua até aqui. Continuo a gostar de ti simplesmente porque gosto, sem explicação aparente...
Lembras-te quando falávamos mal de tudo e de todos?... Só nós os dois?...
Guardar-te-ei num lugar bem especial Fuinha, nada te substituirá nem apagará de mim. "Ah desculpa!" AMO-TE E APOSTO QUE AINDA HOJE CHEIRAS A SEXO.

P.S: Talvez um dia consigamos reconstruir o nosso castelo encantado, aquele que só nós os dois construímos, com aquela muralha que ninguém era capaz de destruir, esperarei por esse dia como quem espera pelo nascimento do seu primeiro filho <3

Desculpa. Desculpa por não te ter dado um beijo na testa quando a minha mãe disse para o fazer. Estavas ali, deitado, sem respirar, sem te mexeres, sem falares, sem sorrires, roxo. Não tive coragem, confesso. Se fosse hoje, dava.
Não pretendo arranjar desculpas para o facto de não o ter feito, mas acho que foi por ainda não ter a perfeita noção de que nunca mais te iria ver, nem sentir, nem ouvir. Se soubesse o que sei hoje, abraçava-te, abraçava-te como nunca antes tinha abraçado alguém. Pelo menos para te tocar uma última vez.
Fazes-me muita falta, sabes. Quando venho cá, é como se estivesses comigo outra vez, é como se vivesse tudo outra vez. Lembro todos os passos que davas. Lembro-me de todas as palavras. Lembro-me quando uma vez estava a andar de bicicleta com muita força ali na rampa e tu me avisaste para ir mais devagar. Não te liguei, queria sentir o vento forte na cara. Caí, bati mesmo com a cara no chão, ainda hoje tenho uma pequena cicatriz.
Nada comparado com aquela que tenho no coração.
Correste para me ires ajudar, pegaste na bicicleta e atiraste-a para as silvas, a culpa foi dela, tinha que pagar pelo que me fez.
O sítio onde estás agora é tão escuro, Padrinho, nem sou capaz de imaginar.
Gostava de te poder mostrar outra vez o mundo cá de fora. Mostrava-te a vivacidade que aquele bebé tem agora, aquele que tu viste na barriga da tua filha, a crescer. As gargalhadas que ele dá. Dava muitas mais contigo, acredita. Fazia com que ele te recordasse como eu te recordo, todos os dias.
Lembras-te quando eu subi a ameixoeira, às 5 da tarde, pleno Verão, as ameixas a essa hora estão muito quentes, fazem mal. Chegaste perto de mim, mas em vez de me ralhares e obrigares-me a parar de as comer, sentaste-te comigo a comê-las…
São estas recordações de ti que me deixam com vontade de viver com mais força, a cada Sol que nasce. Eu ainda tenho a sorte de o ver, todos os dias. De o sentir na pele, a queimar.

Apenas queria pedir desculpa, por não te ter dado o último beijo, Padrinho.

Viseu.

Um conselho: Antes de te apaixonares, pensa duas vezes. Ou talvez seja melhor pensares mais do que duas. Ou então não penses, atira-te de cabeça para depois caires e não teres nada nem ninguém que te ajude a levantar.
É muito fácil falar de desilusões na adolescência, quando as hormonas "acordam" e vêm jogar às escondidas e os sentimentos formam uma espécie de horizonte, estão acima de qualquer outra coisa.
Cada vez que alguma coisa não corre como esperavam ou queriam, é como se o mundo caísse sobre os seus pés. É avassalador. Dói.
O mais impressionante é o facto de cairem inúmeras vezes e serem mais as vezes que se levantam e seguem em frente mais fortes que nunca.
A adolescência é na minha opinião uma "reencarnação" da infância, só com o pequeno acrescento dos sentimentos a ferver. É bastante difícil lidar com eles. Ou então são os adolescentes que os complicam...
Gostar é tão fácil. Tão fácil como não gostar. Um dia gostam disto, amanhã já gostam daquilo. Tão depressa amam alguém, como já a odeiam completamente.
Eu não quero ser adolescente. Ou pelo menos não queria. Agora que sou, é só uma questão de sofrer, cair e voltar a levantar-me. Se não tiver ninguém comigo que me ajude a levantar, não interessa, agarro-me a qualquer coisa, nem que seja a uma parede dura e fria.

Manuel tem 15 anos, quase 16. É um rapaz estranho. Chamam-no maluquinho.
Na minha opinião, não é. É apenas alguém que tem algum sentimento inexplicável dentro de si. Eu não acho que aquilo seja um sentimento, ou se o é, é daqueles mesmo muito maus. Já pensaram em interná-lo num hospício, mas eu não deixei.
Manuel tem pensamentos assassinos. Tinha 3 anos, matou um rato. Não o matou por estar a fazer mal a alguém, matou-o apenas porque estava triste. Depois de o ter morto, foi invadido por um prazer enorme. A morte dá-lhe prazer. Ver a morte, para ele, é a melhor coisa do mundo. É doentio.
Mas Manuel não tem culpa, é mais forte do que ele. É avassalador.
Olha para as pessoas e imagina-as degoladas, nuas. Mas não são todas, são aquelas para onde a mente dele o leva. Não faço a mínima ideia de onde vem aquilo, mas vai passar. Manuel vai deixar de ter estes pensamentos, vai ter prazer e felicidade, não do sangue que as veias dos seres que mata jorram, sim dos melhores sentimentos que existem no mundo.

O Livro da minha vida.

Morcegos Libertinos Borboletas Nocturnas de Nelson Sacramento

Ora aqui está.

"- A felicidade não está em viver, mas em saber viver. Não vive mais o que mais vive, mas o que melhor vive." Mahatma Gandhi