Teresa uma vez relatou-me a experiência que teve numa destas noites num bar do B.A.

Entrou, como sempre, primeiro do que aquelas 58 pessoas que estavam na fila. Mal entrou encontrou o Marco. Marco é um daqueles 10 ou 11 gajos que provavelmente é pai de Maria do Mar.

-Tenho de ir à casa de banho. Vens comigo?

-Que se foda, vou.- diz Teresa como se já soubesse o que lhe esperava dentro daquelas quatro paredes.

Entram os dois no pequeno espaço sem luz e Teresa acende o seu isqueiro Zippo. Marco começa a preparar as linhas de coca em cima do autocolismo cheio de queimaduras de cigarros. Consomem-na até ao mais pequenino traço de pó mágico, com a ajuda de uma palhinha que trouxeram depois de beberam a primeira vodka da noite.

Passados uns minutos, a coca começa a dar frutos. Marco e Teresa saltam para a pista famintos. Dançam 8 músicas. Páram. Teresa desaparece por entre o fumo artificial e as centenas de pessoas. Parece que encontrou mais outra vítima.

Desta vez é uma gaja. Passa por ela, mas nem liga. Joana toca-lhe na mama.

-Olá!

-Olá!- responde Teresa, já com o efeito da coca.

-Tudo bem contigo, Teresa?

(Oh, foda-se não me lembro desta gaja. Será que já a comi? A cara dela não me é estranha, mas que se foda, se não comi vou comer.)

Teresa comeu-a, a última vez que a vi foi a entrar para a casa de banho das senhoras acompanhada pela Joana.

"Que se foda!", é a palavra de ordem da Teresa.

Teresa não gasta muito dinheiro à noite. Os seus "parceiros" pagam-lhe o que ela quer. Coca e Vodka. A sua vida resume-se a estas duas coisas.